domingo, 27 de abril de 2008

Uma nova fase

Detenho-me neste percurso para, de certo modo, retomar o fôlego.
Na verdade, após 85 «postagens» - conforme a expressão corrente, mas, cá por mim, dou preferência a «edições» - num período de três meses, chega o momento de abrandar um pouco e de olhar para trás. Tenciono tratar das etiquetas que permitem catalogar tematicamente cada texto editado e, de passagem, rever-lhes a apresentação, pois de início a inexperiência restringiu a edição de imagens.
Significa isto que vai ser menos assíduo o aparecimento de «novidades» neste blogue. Abre-se aqui uma nova fase mas manter-se-á de algum modo o fio destas minhas crónicas da final-idade. Fio adelgaçado, não partido. Adelgaçado neste ponto para que possa atender ao papel que como administrador deste espaço tenho que desempenhar.
Gostaria realmente de que o espaço continuasse vivo, a receber visitantes. Neste sentido vou trabalhar. Desejo a sua valorização mediante propostas inovadoras em projecto para muito breve, não da sua estagnação.
Poderia portanto escrever, numa tabuleta tão imaginária quão temporária, que o blogue entra em obras de beneficiação por uns dias.
Uma alteração já introduzida retirou os Comentários. Tiveram sempre pouco uso, até agora, porque amigos e conhecidos preferiam enviar por e-mail, directamente para mim, os seus comentários, de modo a obterem mais amplas trocas de opiniões. Poderiam continuar activos, mas… desde há poucos dias começou a entrar por essa janela uma mosca varejeira que, tendo o gosto de frequentar retretes, se julga no direito de vir sujar o que a seus olhos alveja.
Outra alteração que vou tentar introduzir consistiria em inverter a ordem por que os textos podem ser (re)lidos: do início (em 27 de Janeiro) para o fim (digamos, este «post» de hoje).
O que dispensaria deveras, com notável benefício, seria o funâmbulo que passa por aqui em busca de alimento para a baixa intriga que reina nos meandros da literatura ou do jornalismo. Há gente de nós cegos nas tripas e fel no coração, capaz de ler no que escrevo a expressão de ajustes de contas pessoais em trechos que me saem em perfeita bonomia. Não percebe que nomeio com simples iniciais certas figuras que se cruzaram comigo para captar apenas um comportamento, uma personalidade, um episódio real vivido, porque é só o que interessa focar, nunca discutir a própria pessoa.
Evoco factos que se me afiguram iluminantes de um perfil psicológico ou chaves para decifrar existências humanas. Porque, seja como for e custe o que custar, não quero desabituar-me da minha dieta de pão-pão, queijo-queijo. Pago o preço, tantas vezes injusto, e nem o discuto para continuar em paz no meu cantinho - na companhia gratificante de bons amigos.

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