segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009


3 comentários:

Arsenio Mota disse...

Este blogue tem estado com problemas de intermitência. Parece que outros a este associados conhecem ou conheceram idênticas dificuldades. Não tenho conseguido visitá-los. Daí a edição desta foto, agora recebida junto com outras, todas antigas, de um amigo tão distante quão próximo. Acho que tem uma eloquente actualidade.

Fernando Sosa disse...

Caro Arsénio Mota,

com ou sem intermitências, o mais importante é a qualidade e isso garanto-lhe que não falta neste blogue.

Relativamente à foto, cada um a poderá interpretar das mais variadas formas, tendo em conta as suas vivências e, não menos importante, as suas convicções (sendo estes factores fortemente dependentes).
Mal vi a fotografia pensei na capacidade de adaptação das pessoas às circunstâncias em que se encontram e como, por vezes, se podem habituar a algo tão grotesco como a guerra. Mas não me quero alargar num comentário mais extenso. Que cada um a contemple à sua maneira, que pelo menos os nossos pensamentos ninguém pode prender por completo.

Cumprimentos.

Carlos Rebola disse...

Amigo Arsénio Mota

Esta foto carregada de simbolismo, diz-me que as pessoas heroicamente têm resistido apesar de tudo às barbáries humanas. Na foto existem elementos que nos dizem que não estamos perante uma catástrofe natural, há nesta destruição a mão malvada de homens, o que nos envergonha enquanto humanos. Já é altura de o Homem se reconciliar consigo mesmo. A actualidade exige uma nova ordem social sob pena de autodestruição humana. É preciso crescer em humanismo. Que se faça crescer o homem em vez da economia.
Para mim este leiteiro transmite a imagem de que o alimento pode chegar a todas as bocas que dele estão necessitadas. Que se multiplique a vontade determinada deste homem.

Um abraço
Carlos Rebola