sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Somos americanos ou não somos?!

Os Estados Unidos passaram imenso tempo a guerrear para lá das suas fronteiras até afirmarem a posição imperial dominante que ocupam no mundo. A sorte mudou, porém, há nove anos com o «11 de setembro», murro violento em cara a descoberto. Então, de repente, tudo mudou, pois (graças ao «terrorismo» tão jeitoso para as políticas da direita e para as indústrias de segurança) se ouviram uns heróis europeus a clamar de imediato: «Somos todos americanos!»
Ora, vendo bem, o que nos falta para sermos todos americanos? É a pátria ideal para europeus, especialmente para portugueses. O velho continente, esta Europa que soube gerar em esplendor uma civilização, entrou em eclipse na conflagração da Segunda Grande Guerra mostrando como estava no cerne da propalada decadência do Ocidente.
Modelo de civilização passou a ser, para os europeus, não a própria Europa, sim os States. Como exemplo tomaram não o muito de bom e mesmo admirável que por lá se via para do resto fazerem imitação ou cópia servil. E assim passámos a ser todos americanos.
Sem dúvida, consumimos filmes hollywoodescos nos cinemas e nos canais de televisão, temos em casa a CNN, a Fox e etc., lemos os best-sellers dos autores ianques que o marketing nos impinge e andamos mesmo com os ouvidos cheios das cantigas das suas rádios. É já muito, é demais, mas não é tudo. Consumimos a informação que sai diariamente das tubas de propaganda imperial servida pela diligente imprensa nacional em quase quase perfeita sintonia, e tão americanos nos sentimos que já engordamos à bruta, desde crianças, com as famigeradas comidinhas rápidas.
As modas americanas são as nossas modas, é a moda global da Grande Metrópole. Até o falar americano, introduzido pelos meios audiovisuais, invade e se implanta na nossa língua materna (falada e escrita). É chique, por exemplo, articular o moderníssimo latinório media como «mídia» e rechear o discurso com bastantes locuções bárbaras.
Os europeus, sobretudo os portugueses, parece que tomam também como seus inimigos os países que Washington declara inimigos. Alinham confortavelmente ao lado da potência maior com a imensa coragem de quem isola a parte mais fraca. A destrinça fica feita: amigos e democráticos, respeitadores dos direitos humanos e das leis internacionais, são os Estados bem recebidos pela Casa Branca, os outros são «párias» ou vão a caminho de ostracização.
Que nos falta, portanto, para sermos americanos?
Eis um brinde extraordinário do «11 de setembro»! Mas quem sabe, preto no branco, o que aconteceu naquele dia em que o «terrorismo» nasceu? Ao fim de nove anos, os enigmas não se dissiparam, adensaram-se. Persistem muitas perplexidades no termo de investigações e estudos: o que aconteceu realmente com o choque dos aviões nas torres gémeas, a explosão no Pentágono, o outro avião desviado e caído algures...
Não estamos em tempo de milagres, mas acontecem autênticas maravilhas! Daqui a uns trinta, quarenta ou cinquenta anos, quando o caso estiver frio, talvez as histórias desta história mal contada venham a lume. Admiraremos então o nulo papel que Osama ben Laden terá tido nessa história?

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