segunda-feira, 21 de julho de 2008

No ripanço mas... volto já!

Este blogger não flutua no borbulhar dos dias, não comenta hoje as peripécias que foram a conversa de ontem. Sabemos que é de crónicas que se alimenta este sítio. Que assim tem lugar na extensíssima variedade dos blogues existentes. Esboça o julgamento do nosso tempo, porque é tempo de julgamento e há testemunhas, testemunhos.
Parece que não serão muitos os blogues irmãos deste. Mas o cronista está no miradoiro da praia, em seco, não tem prancha de surf para cavalgar a onda que vai e vem. Prefere contemplar a ondeação geral, medi-la com o olhar, perceber as camadas de algas que retorce e arranca com aquela força que bate na rocha a que se agarra o mexilhão.
O cronista habituou-se a recuar uns passos para ver melhor. Todavia, não recua para ver melhor, agora, porque entra no ripanço. Vai fechar os olhos no preguiceiro em gozo de férias, fica a comunidade virtual bem entregue a si mesma. Promete regressar, obviamente. Até já!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Missionários à porta

Ao tirar a mala do armário, lembrei-me. Foi há um ano. No banco do parque das termas, sábado à tarde, sozinho, lia um livro. Chegou o homem, sentou-se e falou-me: também ele tinha agora vida espiritual, anunciou. Encarei-o.
Homem de meia idade, aspecto popular retinto.
Também ele?! Pois muitos parabéns, apoiei. É bom ter vida espiritual.
Não arranjei outra resposta e o homem apresentou-se de imediato. Era pedreiro. Teve sorte, almas iluminadas haviam acabado por iluminar a sua.
Traduzi: fora arrebanhado por uma seita que o convenceu de que estava ali o autêntico conhecimento do Deus autêntico, que com eles comunicava, o Único digno de adoração entre os falsos deuses propagandeados por apóstolos também falsos. Em troca, o homem entregou a sua consciência e tornou-se tributário da seita, aceitando pagar-lhe uma certa quantia mensal. A salvação custa dinheiro…
Ter vida espiritual, para ele, era com certeza acreditar num ritual religioso e numa promessa de vida eterna para a sua alma quando morresse. Percebi então que o homem viera para o meu banco e que continuava, feliz e contente, a esbarrondar-se em conversa porque me viu a ler um livro. Nem duvidara, tinha que ser uma das tais leituras que ele conhecia; portanto, eu também teria vida espiritual…
Que diálogo estabelecer com tão singelo e por isso tão expressivo representante do país profundo? Não havia «ponte» possível entre nós, a conversa em breve morreu e o homem afastou-se. Sorte minha, voltei ao livro.
Já com os missionários que me assediavam em casa, chamando-me à porta para a grande Revelação, poucas vezes consegui fugir a debates pirrónicos, inúteis e enfadonhos. Advertia-os educadamente (homem e mulher, ele activo e ela passiva) de que não perdessem tempo comigo, era «caso perdido», nada tinham para me ensinar. Mas, em vez de os enxotar para irem pregar a outra porta, sempre o modo educado punha neles a correr a K7 aprendida na formação doutrinal.
Pegavam no Livro bendito, abriam-no num versículo, depois queriam ler um trecho profético no desdobrável que logo insistiam em pôr-me nas mãos… e eu, sem querer virar-lhes as costas, lembrava que os versículos não tinham sido escritos em português, então inexistente, que foram traduzidos de uma língua para outra e para outra ao longo dos séculos e que abundavam as dúvidas e as divergências entre traduções… E que poderia valer hoje a coisa escrita na areia há que tempos? Até o «pai nosso», oração primordial, sofreu emenda no decurso da minha existência! E porque não liam uma boa história dos concílios? E porque desconheciam o significado original, a etimologia, de termos familiares que repetiam sem descanso com outra persuasão, em vez de se empaturrarem com leituras santas?
Embaraçava-os pouco: fanatizados até ao tutano.
Acontece, porém, que os pares de missionários andam agora a sumir-se quase por completo. Raramente aparecem na rua (o homem de pasta na mão, cara conhecida), a caminho de nenhures como se passassem por vinha vindimada. O povo está todo salvo, graças a Deus, ou ficou depauperado e sem dinheiro até para a salvação?

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mando carta

Meu caro amigo, acredita. Isto está preto! Se julgas ouvir o fado nacional nessas queixas, atenta nos sinais que, mesmo assim ao longe, sem dúvida te hão-de chegar. Este país, em vez de se erguer, cai de exaustão.
A dívida ao estrangeiro tem-se agravado - anuncia um ou outro inconfidente quando lhe doem os calos, o que é raro, e pelos vistos já excede os mil e quinhentos euros distribuídos por cada habitante. Então, como indivíduos e como país, estamos mais prontos a consumir do que a produzir? Ninguém parece ralar-se com isso, apenas com as suas dívidas privadas. Entretanto, multiplicam-se as famílias insolventes que pedem em tribunal declaração de falência, arriscando-se a perder o que possuíam (e o que perderiam os habitantes de um país que por fim a declarasse também?)
A população afastou-se do poder político levado pela desilusão, a indiferença ou a suspeita. Tornou-se difícil crer nos políticos do sistema e nas suas políticas, tanto como nos partidos ou nas suas apregoadas estratégias de «interesse nacional», quando é visível a cumplicidade do Estado com os grandes grupos económico-financeiros. As manigâncias e a corrupção invadiram o terreno de lés a lés, instalando a «ordem nova» que escancarou as portas a oportunistas sem ideais, militantes do pragmatismo, medíocres jactanciosos e nulidades de montra em fim de época.
Os políticos do sistema tão-pouco confiam na população. Fogem a debater o custo e o benefício social de cada investimento, de modo que falta desenvolver uma consciência colectiva esclarecida do preço que todos e cada cidadão pagam, por exemplo, para ter submarinos, um novo museu, um centro cultural, uma biblioteca pública. As decisões são tomadas numas instâncias longínquas e opacas, os políticos decidem sozinhos, soberanamente, pelo que tem vindo a definhar a participação cidadã. A Imprensa está domesticada, traficâncias engendram milhares de novos milionários, morre muita classe média.
Adensou-se por cá a confusão de ideias e de valores, de princípios e de métodos. Vozes críticas sustentam que é nesta confusão trapalhona que os políticos do sistema querem viver e que vivem bem no que querem. Contribui decerto para tal situação o fracasso do ensino oficial obrigatório, assolado há décadas por reformas que destroem programas e conteúdos escolares e azedam os professores. Enfim, escasseiam cidadãos. Se houver uns cem mil no país, dizem certos cálculos, perfazem algo como um por cento - insignificante minoria.
E temos os centros históricos das cidades, com prédios a cair pedaço a pedaço. Repete-se que centenas de milhares de casas permanecem devolutas e que milhares de pessoas vivem em alojamentos impróprios. As estatísticas do desemprego não atingem níveis mais sérios graças à emigração, pois a situação interna tornou a sangrar as fronteiras. E parece que nem todos vão com desejos de mandar dinheiro, voltar…
Meu caro amigo, compreendo que digas que também nessa tua sociedade adoptiva existem dificuldades, problemas, mas concorda, as duas realidades em confronto nada têm de comparável. Continua onde estás, vem cá apenas para um abraço.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Finis patriae

A última nortada agreste que varreu o país pôs em circulação uma frase alarmante. Anunciava, lembram-se?, que cada português está a dever mil e quinhentos euros ainda que se julgue sem dívidas. O alarme, porém, durou pouco: a nortada que o trouxe também depressa o levou.
Parecia ter pouca ou nenhuma consistência. Como seria possível que «toda» a gente do país devesse uma mesma quantia? E como poderia provar-se essa dívida, com que bases e com que documentos?!
O povo português é sereno, quer tranquilidade para ir tratando da vidinha. Sente que o país vive há anos acima das suas reais possibilidades até por experiência própria, mas não o ensinaram a extrair conclusões. Trata é da vidinha, no desenrasca diário, obrigatório para quantos vivem sufocados por carências e aflições que nunca mais acabam, o dinheiro foge, vê-se por aí tanta coisa à venda e pouca freguesia a comprar ou a alugar, tanta coisa a fechar, a paralisar, empregos sempre a aviar… Não, o povo não extrai conclusões nem teria cabeça para entender o mistério daquela dívida.
Na verdade, os portugueses apenas reconhecem ter país quando têm campeonato de bandeiras desfraldadas e todos ao monte. Governam o próprio lar com o seu rendimento, quando o esticam ao máximo e não chega pedem emprestado, mas isso é a vidinha, desista portanto o explicador teimoso de lhes figurar o país como um lar do tamanho nacional. Escondeu-se a pátria dos portugueses, que todavia a têm debaixo dos pés. A pátria pertence-lhes mas eles duvidam se pertencem à pátria… e se houver dívida a pagar, é quase certo que se resolve a dúvida.
Bom seria, pois, que os governantes, os políticos e os grandes patrões desocultassem a pátria depois de a terem tomado nas suas mãos. Os portugueses ignoram o resultado dos grandes projectos nacionais no plano da economia e precisam de distinguir os investimentos que sejam «produtivos» dos outros socialmente úteis. Deviam ser informados do sucesso que cada um vai obtendo no plano das contas nacionais. Portugal carece de rendimentos para funcionar normalmente, tal como o lar privado (que acode ao «invejoso», o penhorista, com o bem doméstico de estimação para poder atingir o fim do mês).
De outro modo, os portugueses ficam privados de ter opinião perante projectos ambiciosos, por exemplo de obras públicas, agora lançados para a mesa do jogo nacional em jeito de trunfo certeiro. Que atitude assumir no caso do TGV? E o novo aeroporto? E a rede das autoestradas que promete cobrir este pequeno país de portagens?
Com algum motivo a nível popular se repete o dito: «Alguém tem que pagar isto!» Quer dizer: não eu, não tu, não nós, sim os «outros». Dito ingénuo, claro. Estamos aqui para ver os governantes, os políticos ou os grandes patrões aprestando-se para «pagar isto». Ora «isto» está preto. Tornou a soprar a nortada e ouviu-se uma voz anunciando que nem todo o rendimento nacional (a produção) de um ano chega para liquidar a dívida do país. A dívida dos portugueses não tem dúvida.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Terra-berço sob ameaça

Embalados pela melodia dos seus discursos, os políticos não ouvem, não lêem nem querem ver. Os grandes empresários, ainda menos, atentíssimos como estão aos gráficos das cotações e dos lucros. Os ecologistas, esses clamam, mas são poucos e poucos são os que percebem a urgência da mensagem, supondo que podem adiar quando já é tarde demais.
Porque se hoje, por milagre, os poluidores do mundo parassem radicalmente de vandalizar o planeta, os gases já acumulados que produzem o efeito de estufa continuariam a exercer os seus efeitos. Aquilo que a hipotética paragem permitiria, e ainda bem, era atrasar no tempo a eclosão do pior cataclismo. Mas é claro que os poluidores vão continuar, bastante imperturbáveis, a poluir, pelo que o pior, em vez de ser atrasado, é apressado numa progressão imparável, cega e louca.
Entretanto, só não sabe da coisa quem não quer saber. Um querido amigo meu resiste há uns seis anos a crer no aquecimento global, considerando que não estão reunidas provas científicas conclusivas. Todavia, sabemos todos o que aconteceu, por exemplo, com os malefícios do amianto, do tabaco, dos PBC. Os interesses associados às indústrias fazem o máximo que podem para iludir a gravidade das questões – a história não nos ensina outra coisa! – e os governos dão-lhes cobertura.
Os factos actuais impõem-se, nem que seja por simples atitude preventiva, a quem os queira admitir de olhos abertos. Os gases com efeito de estufa, os buracos do ozono na troposfera e outros danos ambientais, vão persistir e agravar-se certamente para além do horizonte de vida de quem está agora a nascer. Os diagnósticos estão feitos e serão cada vez mais catastróficos: a perda das calotes polares, a elevação dos níveis oceânicos, para além dos danos irreversíveis na biodiversidade e nas cadeias alimentares.
Especialistas cuidam que até ao fim do século XXI os mares subirão pelas costas entre dois a seis metros, submergindo largas extensões e mesmo porções vitais de grandes cidades (Londres, Nova Iorque, Nova Orleães?) tão facilmente como já engoliu ilhas do Pacífico. Este nosso jardim à beira-mar plantado pode ignorar a sorte dos londrinos e demais parceiros da desgraça, não pode é esquecer-se da beira-mar. Um pequeno aumento de nível do Atlântico abrirá aqui, ali e além a costa portuguesa à penetração das águas salgadas, submergindo pontos do litoral (nomeadamente: a norte, zonas expostas da ria de Aveiro e as planícies baixas da minha Bairrada natal).
Portugal entregará ao oceano parte do seu território dos 88 mil km2, as Berlengas terão outras companheiras, iremos mudar-nos para o cimo dos montes… se continuarmos, sem fuga possível, dentro deste «automóvel conduzido por motorista suicida que olha pelo retrovisor e não vê o abismo que tem pela frente». O que fazer? Entreguemos antes a condução do mundo às crianças do ensino básico: com toda a sua inocência elas sabem mais que os políticos, que os grandes empresários atentos aos lucros a qualquer preço, que os seus pais-amigos-do-deixa-correr. Até por instinto, as crianças sabem que precisam desta Terra-berço da Humanidade para viver. É única!
[Veja vídeo, 5 min., com discurso de criança em reunião da ONU no Brasil. Apelo eloquente aos senhores do mundo!]

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Testemunhas do tempo

Nascidos nos anos ’30, contamos agora uns setenta e tantos de idade. Se a brotoeja nos viciou na prática da escrita literária, provavelmente sentimos o período das nossas existências como um tempo de enormes convulsões aliado a um desejo imperioso de registar essas nossas experiências. Provimos de um tempo diverso e, entrados neste, algo nos impele a afirmar na praça pública que repudiamos a «ordem nova» e que nada fizemos para a merecer no quadro explicado das nossas histórias de vida.
As crónicas deste blogue exprimem, na sua esteira essencial, uma atitude deste género. E é assim que vem a propósito uma referência a dois novos livros de dois companheiros das letras - Fernando Ilharco Morgado e Orlando Neves - que se prefiguram igualmente como testemunhas do nosso tempo.
Ilharco Morgado tem comigo afinidades curiosas. Publicou também o seu primeiro livro em 1955, em Coimbra, e esse livro foi de poemas. O terceiro saiu no Porto em 1968, onde eu já morava, e creio que lhe saudei Entre Sombras e Claridades numa recensão crítica. Depois, já engenheiro, dirigente cineclubista, tradutor de poesia, etc., andou pelo exílio. A democratização acabou por chamá-lo, mas os impasses do país levaram-no a escrever O Leme e a Deriva – Problemas da sociedade portuguesa, obra de 1989. Agora vai no seu 18º título, As Coisas da Vida.
Neste livro de teor memorialístico e testemunhal, Ilharco Morgado estabelece o juízo do seu tempo num registo que chega a parecer algo didáctico, tão claro e sereno é. Escreve (p. 26): «A história tem-nos mostrado que, mesmo sob o signo das utopias e dos grandes ideais, têm sido cometidos crimes odiosos, como se o bem e o mal tivessem de andar sempre juntos na condição humana e fizessem parte da sua natureza.» E mais adiante (p. 49): «A avidez, a inveja, o ódio, a violência e outros aspectos negativos, radicados no egocentrismo maleficente, não são de molde a desaparecer. E, alheados de qualquer sentido de responsablidade e humanitarismo, continuarão a atormentar certamente a sociedade, sem que se anteveja um curativo fácil.»
Orlando Neves, já falecido, andou toda a vida mais próximo de mim no Porto e em Lisboa. Dedicou-se ao jornalismo, à poesia, à ficção, ao teatro, foi tradutor, director e animador da «Sol XXI»… Esta associação e revista literária, de que fui colaborador, publicou-lhe agora dois caderninhos biográficos intitulados Volume Segundo – Os afectos. No caderninho II (p. 11), confessa Orlando: «Vivi tempos de profunda desilusão.»
Orlando, póstumo, inscreve (p. 8) o seu «pensamento nessas utopias [afectivas], mesmo que totalmente desesperançado, porque sem elas o ser humano nem sequer tem o direito a ser considerado como tal.» Acrescenta: «A luta pela ‘riqueza material’ espezinha-nos: queremos chegar à morte na melhor situação de conforto e, mercê das ideologias, a melhor situação de conforto é, na esmagadora maioria, a supremacia económica. Morrermos ‘bem’ é morrermos ricos ou deixando a riqueza aos descendentes, nem que para tal tenha de se matar o Outro»…

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Estou no que escrevo

Conhece-me quem me leu. Conhece-me tão completamente e tão bem quanto mais completamente leu e soube ler o que escrevi. Gente de pouca penetração considera por norma a pessoa opaca, mas quem bem me lê encontra transparências e janelas abertas nos meus escritos.
Estou no que escrevo.
A convivência aturada ajuda ao conhecimento pela proximidade mas contribui também, e talvez não pouco, para embaciar a inteligência correcta dessa relação.
O conhecimento da pessoa através da leitura do que escreveu (de teor não informativo-jornalístico) é de longe preferível na medida em que a pessoa por aí derrame a sua própria humanidade. Porém, mesmo nos casos em que a pessoa aparentemente se ausenta do seu escrito, a pessoa continua lá embora saída para o outro lado do espelho.
Pode acontecer, de facto, que a escrita contenha fortes revelações em negativo. De qualquer maneira, o leitor tem na escrita a imagem cristalizada do fio do pensamento disciplinar do autor, a sua coerência interna em acção. É aí supreendido em acto.
A escrita consubstancia, pois, uma linguagem pessoal organizada na medida em que cada escrevente afeiçoa ao seu estilo expressivo o corpo da língua padrão, adaptando aos eixos paradigmático e sintagmático a matéria verbalizável de que dispõe.
De facto, a escrita cristaliza um pensamento articulado. Revela uma coerência interna, com as suas naturais contradições, e a elaboração das suas sínteses. Permite uma abordagem da personalidade real mais penetrante e esclarecedora do que se a mesma pessoa connosco estivesse em diálogo.
De facto, a expressão oral não possui o rigor da escrita. Amplia as margens da indeterminação expressiva.
A prática frequente da escrita ou da leitura – duas actividades contíguas: quem lê também escreve conforme a interpretação que faz do texto – transforma-se assim numa condição estruturante da inteligência viva. Justificam-se, portanto, todos os apelos que se façam para atrair as crianças e os relutantes da população em geral à leitura.
Certamente não interessa aceder ao conhecimento directo de quantas pessoas escrevem o que lemos nem à qualidade das suas ideias. Porém, é pela leitura de algum escrito que poderemos decidir se esse conhecimento vale a pena deduzindo por simples indício. Na verdade, importa-nos saber com quem lidamos.


Olha-te por dentro. Avalia constantemente o que sentes e como o sentes. Considera essa parte de ti o teu jardim íntimo. E cuida dele com toda a atenção e a ternura toda de que sejas capaz. Limpa-o de ervas daninhas, de lixos incómodos, de parasitismos. Foge das contaminações venenosas ou envenenantes. Respira os melhores aromas que esse teu jardim íntimo, assim cuidado, dia a dia exala. Transforma-o no centro da tua vida mais essencial.
Se consegues sentir o alcance desta mensagem, entenderás também quanto importa à tua qualidade da tua vida a melhor saúde mental. É já teu esse jardim íntimo.